terça-feira, 1 de junho de 2010

Adeus

Nós sempre lembraremos do sorriso no seu rosto, do brilho nos seus olhos e do carinho e amor com que a senhora sempre nos tratou. Descansa em paz, minha vó amada.

domingo, 23 de maio de 2010

O "McDonald's Turco"

Demorou, mas voltei à ativa. E como havia prometido, vou falar sobre a espécie de "McDonald's turco" que é um sucesso aqui na Alemanha e acabou sendo minha primeira refeição. Esse post é dedicado aos carnívoros, churrasqueiros de plantão, em especial àqueles que adoram lasquear uma carne no espeto.

Caros apreciadores de picanha, costela e afins: imaginem se pudesse existir um assado em que fosse possível lasqueá-lo do início ao fim sem perder o sabor e tempero (salgado-gorduroso-defumado) característicos de sua camada externa. Imaginem também se esse churrasco integralmente "lasqueante" fosse preparado em um espeto giratório vertical e que, em vez de um fogo em brasas, um forno elétrico ou a gás (tipo "televisão-pra-cachorro") produzisse o calor necessário para transformação do cru em cozido. E se, agora, no topo da carne fossem espetados legumes e um naco de gordura, os quais escorressem lenta, contínua e suavemente sobre todo o assado embaixo? Por fim, e se a carne não fosse só carne, mas uma combinação homogênea de carnes e temperos? Pronto, vocês teriam um legítimo (agora sim, posso afirmar) Döner Kebab (literalmente "espeto giratório", em turco).
 Esse método de assar carnes, para nós inusitado, é antigo e se originou na Turquia no século XVIII, mas se popularizou mesmo só após a década de 60, quando um imigrante turco o trouxe e o adaptou à Alemanha (conforme conta o Wikipedia, em português e em inglês). Talvez vocês não saibam, mas aqui na Alemanha tem mais descendente de turco que descendente de italiano no RS. São mais de três milhões!!!

 Diferente do que possa ter dado a entender, não há uma rede de restaurantes "Döner Kebap", análoga ao McDonald's. Pode até haver uma rede nacional de lanchonetes, mas o fato é que o Kebap é uma comida típica de fast-food, como o cachorro-quente, o "Xis" e a pizza. Que pode ser servido de inúmeras formas, no pão ou no prato. O que define se uma comida é ou não algum Kebap é a presença de uma carne especial, assada e lasqueada conforme o método descrito acima. Hoje em dia, é possível encontrar Kebaps espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil (São Paulo), onde é conhecido como "churrasco grego" (Eu nunca ouvi falar, só aqui mesmo). E especialmente aqui na Alemanha, ele já é a comida tipo fast-food mais popular do país, encontrada em tudo que é café, bar ou restaurante que ofereça lanches rápidos.
Vocês devem estar pensando: "Mas faltou dizer o mais importante - 'E aí, é bom?' ". Pois já provei mais de um tipo e posso afirmar que é bom - tudo bem que sou suspeito pra dizer, afinal eu como de tudo (menos fígado - Ahrrg!). Não "muito bom", só "bom" mesmo. É que a gente não é acostumado à maioria dos temperos que se usa aqui. Abaixo, um dos pratos que provei com Kebap, Salat e Pommes Frites (batata frita), regada a Zitrone  (praticamente um Sprite). 


Fico imaginando se não daria pra adaptarmos o Kebap ao gosto dos gaúchos. Já pensou?! Tenho até um nome em mente: "Churrap". Tudo bem, dá pra pensar algo mas criativo e que não soe como uma versão de música gaudéria da periferia, mas aposto que faria sucesso. Ainda mais se conseguissem transferir o sabor da casca para o interior da carne. Se eu fosse tão churrasqueiro quanto o meu cunhado (Fala, Renato!), era capaz de inventar uma geringonça pra testar o resultado gastronômico disso :).

domingo, 9 de maio de 2010

Meu Fotolog

E aí, galera!!
Resolvi criar um "Fotolog" pra facilitar o compartilhamento de fotos. Agora vocês podem ver muito mais fotos das minhas descobertas em Heidleberg. É só acessar:

Wilhelm aus Heidelberg

 Abraço forte a todos!! Muitas saudades já!


segunda-feira, 19 de abril de 2010

GEBURTSTAG (Saúde!) in Heidelberg...

Desculpem, mas estou na correria, sem tempo de escrever algo minimamente decente. Mas aí estão, pelo menos, as fotos da minha "come-bebemoração" de aniversário. (Tá certo que só li depois, mas esse post é especialmente pra ti, Lê :) ):

Primeiro, degustando uma comida típica - Nada de "Chucrutz" (Credo)! :) (Ao lado, dois colegas alemães: Jens e Marie).


Agora, sim, para satisfação do meu primo, a saborosa cerveja alemã... (Alex, vou levar alguns meses pra conseguir te descrever o sabor dela(s). Ainda mais que eu não sou um grande saboreador dessa iguaria tipicamente bávara...). Na foto, mais dois colegas: Jean (o mais à esquerda, mistura de russo com francês) e Alexander (à minha direita; já este, de russo mesmo, só o nome).


Aqui as garrafas já vem torcidas, que é pra não sobrar nenhuma gota... hiic! :)

Confesso que "remei" pra virar este meio-litro. ;) Segundo meu colega francês-(beberrão, digo "degustador assíduo")-russo, esta é daquelas que se pede pra saborear madrugada adentro, e bem lentamente... até o garçom te acordar cutucando, avisando que o bar fechou. :) (Diria que essa era mais "encorpada" - viu, Alex?!)


Na próxima semana, a história do "McDonald's turco" que faz sucesso na Alemanha. Não "perdam" por esperar. Auf wiedersehen!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Como eu cheguei aqui? [Wie bin ich hier angekommen?]

Hallo, pessoal! Este é o meu primeiro post em meu primeiro blog. Como havia prometido à minha amada Fran antes de viajar, este blog tem o intuito de reduzir a distância e a saudade mútua, compartilhando experiências ("gringuescas" ou não) nesse mundo tão estranho aos nossos olhos. Espero que ele cumpra o papel. Tenho a intenção de postar ao menos uma vez por semana, mas não muito mais que isso, que é pra vocês sentirem um mínimo de saudade, afinal (hehe).


Nesse post, contarei (e mostrarei um pouco) como cheguei aqui em Heidelberg. Primeiro, "esmagado" na poltrona da janela de um avião durante 12h, ao menos me entretive assistindo "2 and a half man" na minha TVzinha particular (como podem ver na foto aí ao lado), entre outras coisas que "passaram na programação do voo". A propósito, uma pessoa que não pode ficar 15min com restos de comida entre os dentes deveria ter privilégios e jamais sentar afastado do corredor em um voo desses. Mas tudo bem, o casal alemão ao meu lado nem reclamou das minhas idas ao banheiro após cada refeição a bordo.
Depois contei com a ajuda de um amigo e ex-colega de faculdade, "Herr" Wickert, para não me perder no aeroporto de Frankfurt. Tão fascinado (e nervoso) estava que nem lembrei de registrar imagens desse trecho. O que mais me incomodou foi levar um choque a cada vez que encostava num botão de elevador ou máquina de venda automática (deve ser porque a voltagem elétrica em Porto Alegre é diferente, ou algo do gênero :).
Ao pegar um trem de Frankfurt para Mannheim (cidade vizinha a Heidelberg),
para meu alívio tive a sorte de encontrar outro brasileiro: uma carioca trabalhando há 10 anos como "trilhomoça":). Deixou-me sentar na primeira classe, apesar do cartão de segunda, deu-me um saquinho de amendoins e ainda pagou pelo carrinho de bagagens na estação (Obrigado, "Jany Negão"!!!).

Daí em diante era só eu, meus 80Kg de bagagem (vocês não fazem ideia do trabalho que dá transportar isso tudo sozinho de trem) e minha autoconfiança e serenidade, ilustradas na foto ao lado a fim de ressaltar meu estado de espírito no momento.

Consegui pegar o trem, o terceiro depois do que eu deveria ter pego :). Mas o importante é que ele me deixou no destino: Heidelberg - Hauptbahnhof (Estação Central de Heidelberg), onde após frustradas tentativas de dar sinal de vida em casa, contatei meu colega/professor "alemão" e parti para a universidade mais antiga da Alemanha, fundada em 1386 (ao menos segundo a Wikipedia).